eficiência energética em geladeiras A+++ e nova etiqueta

15/05/2026 · Updated on: 18/06/2026

Imagen de Geladeira A+++: eficiência, consumo e nova classificação energética

A eficiência no consumo de energia de uma geladeira indica quanta eletricidade ela precisa para refrigerar e congelar corretamente. No caso de eficiência energética, isso ajuda a comparar modelos semelhantes com mais clareza e a entender por que a etiqueta do Inmetro mudou a partir de 2026.

O que é eficiência energética em geladeiras

Em termos simples, eficiência em geladeiras significa consumir menos energia para entregar a mesma função de conservação de alimentos. Quando dois aparelhos cumprem a mesma tarefa, o mais eficiente tende a gastar menos eletricidade ao longo do uso.

Esse cálculo não depende só de uma letra na etiqueta. Ele considera fatores como a capacidade do refrigerador e o tamanho do freezer. Por isso, comparar apenas o visual do produto não basta: a classificação foi criada justamente para facilitar a leitura de desempenho entre modelos da mesma categoria.

Até a mudança mais recente, a escala usada no mercado ia de A+++ até E, com A+++ representando os produtos mais eficientes e E os menos eficientes. A partir desse sistema, ficou mais fácil destacar geladeiras com consumo reduzido, mas o excesso de subclasses também passou a gerar confusão para parte do público.

O próprio Inmetro explica que a classe de eficiência permite uma comparação rápida entre modelos, inclusive quando eles têm tamanhos diferentes. A etiqueta também mostra o consumo mensal em kWh, dado útil para estimar o impacto do aparelho na conta de luz e para comparar refrigeradores similares de forma mais objetiva.

Como funciona a nova classificação energética de 2026

Imagen de Geladeira A+++: eficiência, consumo e nova classificação energética

A nova etiquetagem entra em vigor em 2026 com uma estrutura mais simples: passam a existir apenas as classes A, B e C para refrigeradores. As subclasses A+, A++ e A+++ deixam de existir, e os critérios ficam mais rigorosos.

Na prática, produtos que antes eram A+++ e A++ passam a ser classificados como A. Os que eram A+ e A passam a ser B. Já os modelos que estavam em B passam a ser C. As categorias D e E deixam de existir nesse novo desenho.

Essa reorganização faz parte de um processo iniciado em 2021 e planejado até 2030. A proposta é aproximar o Brasil de padrões internacionais já adotados em outros mercados e tornar a leitura da etiqueta mais clara para o consumidor no momento da compra.

Também houve atualização das normas técnicas usadas nos ensaios de classificação e de determinação de consumo, com adoção da versão mais recente da IEC 62552. Isso significa que a medição ficou mais alinhada a critérios técnicos atuais, e não apenas a uma troca visual de letras na etiqueta.

No varejo, ainda pode haver aparelhos com a etiqueta antiga, desde que tenham sido fabricados antes de 31 de dezembro de 2025. Esses produtos podem continuar à venda até 31 de dezembro de 2026, embora a expectativa seja de transição total para o novo padrão antes desse prazo.

Qual é o consumo de uma geladeira A+++

Não existe um único consumo válido para toda geladeira A+++, porque esse valor varia conforme o tipo de aparelho, o volume interno e a configuração do freezer. O que a classificação indica é que, dentro de critérios comparáveis, esse grupo está entre os mais eficientes do sistema antigo.

Um dado objetivo ajuda a entender isso melhor: ao optar por uma geladeira A+++ de duas portas, com degelo automático, volume ajustado de 500 litros e volume interno útil em torno de 350 litros, a economia pode chegar a cerca de 13 kWh por mês em relação ao patamar de referência usado na mudança regulatória. Isso mostra como a etiqueta se conecta ao uso cotidiano, e não só a uma nota abstrata.

Por esse motivo, o ponto mais útil da etiqueta não é apenas a letra, mas também o campo de consumo mensal em kWh. Ele oferece uma estimativa de gasto mensal e ajuda a comparar aparelhos parecidos sem depender de suposições.

Em modelos do tipo refrigerador-congelador com duas portas, a etiqueta ainda informa o volume do compartimento de alimentos frescos, o volume do congelador e a temperatura mais fria alcançada. Esse conjunto de dados evita comparações imprecisas entre aparelhos que parecem semelhantes, mas têm capacidades e desempenho diferentes.

Por que a etiqueta do Inmetro ficou mais rigorosa

A mudança ficou mais rígida porque a classificação anterior já não refletia bem o nível de eficiência esperado atualmente. O sistema usado havia sido atualizado pela última vez em 2006 e, com o tempo, passou a ficar defasado em relação a práticas internacionais e à evolução tecnológica dos refrigeradores.

Em 2021, a escala foi expandida com A+++, A++ e A+ para diferenciar melhor os modelos mais eficientes. Depois, o passo seguinte foi elevar novamente a exigência. Hoje, para atingir o selo A no sistema antigo, era necessário cerca de 85,5% de eficiência. Em 2030, esse índice deve chegar a 90%.

Além disso, a regulação estabeleceu a retirada gradual dos produtos menos eficientes. Os modelos de menor desempenho puderam ser fabricados até o fim de 2024 e vendidos até o fim de 2025. Mais adiante, foram banidos do mercado os produtos que se enquadrariam nas classes D, E e F dentro da lógica mais recente.

Esse endurecimento busca reduzir o consumo elétrico nas residências e no país como um todo. A expectativa oficial é que o processo de mudanças gere economia relevante na conta de luz dos brasileiros até 2035, com estimativas que vão de R$ 21,5 bilhões a R$ 102,52 bilhões, e um cenário provável de R$ 32,25 bilhões.

Há ainda um objetivo de longo prazo: aproximar o mercado brasileiro de níveis de desempenho semelhantes aos observados na União Europeia. Em 2030, a reclassificação deve apertar novamente os critérios, deixando A e B como as faixas mais eficientes, enquanto C representará um patamar equivalente ao que antes correspondia a A++ ou A+.

Dúvidas comuns sobre consumo e selo de energia

Uma geladeira A+++ continua existindo em 2026?

Na nova etiqueta, não. A nomenclatura A+++ deixa de ser usada, e os refrigeradores passam a aparecer apenas como A, B ou C. Alguns modelos com etiqueta antiga ainda podem ser encontrados no varejo durante a transição.

O que olhar primeiro na etiqueta da geladeira?

Os dois pontos mais úteis são a classe de desempenho e o consumo mensal em kWh. Juntos, eles ajudam a entender melhor o posicionamento do produto e o impacto prático no uso diário.

Geladeiras maiores sempre consomem mais?

O consumo depende do conjunto de características do aparelho, e a avaliação de desempenho considera fatores como capacidade do refrigerador e tamanho do freezer. Por isso, a comparação correta deve ser feita pela etiqueta, especialmente entre modelos semelhantes.

Por que o Inmetro mudou a regra?

Porque o sistema anterior estava desatualizado e precisava refletir critérios mais exigentes. A revisão também busca alinhar o país a padrões internacionais e facilitar uma leitura mais clara para o consumidor.

Entender a eficiência energética ajuda a ler a nova etiqueta com mais segurança e a interpretar corretamente o consumo mensal em kWh. eficiência energética observe o campo de consumo mensal em kWh na etiqueta do Inmetro.

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Juliana Duarte

Juliana Duarte é uma profissional dedicada e apaixonada por marketing digital e inovação. Natural do Brasil, ela possui vasta experiência em estratégias de branding e conteúdo digital, sempre buscando novas maneiras de conectar marcas ao público. Fora do trabalho, Juliana adora viajar e explorar diferentes culturas.

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